por Yuri Barichivich
O bar Cochicho da Penha, localizado na Rua da Lama, em Vitória, expôs nos dias 5 a 16 de abril uma série de pinturas feitas pelo artista plástico Brezinsky, 50, também conhecido como o saxofonista Salsa. Ele começou a pintar no final do ano passado, e como primeira e informal exposição, resolveu reinterpretar a Lama, no papel dos músicos que passaram pelo Cochicho.
O bar surgiu no final dos anos 80, quando Seu Geraldo, ao lado da esposa Conceição, tomou para si o bar ícone da boemia capixaba, o Cochicho da Penha, localizado no final da Rua da Lama, próximo ao maior reduto de intelectuais do estado, a Ufes. Em entrevista para Vitor Lopes, repórter de A Gazeta, Seu Geraldo declarou que “o bar começou sendo do meu irmão Manolo e mais dois sócios. Só depois de um tempo que a administração passou para mim. Era 1987 e o único bar da cidade que tocava Led Zeppelin, Deep Purple e Pink Floyd era o meu. Direto no LP. Tinha muito blues também.”
foto por Izaias Buson
Interior do Bar Cochicho da Penha
Com suas clássicas mesas de madeira e seus garçons, que fazem a diversão dos clientes, o Cochicho concentra boa parte da história moderna da música do Espírito Santo. Passaram pelo bar inúmeros encontros musicais, bandas iniciantes e músicos conhecidos no estado, tornando-se um dos lugares mais famosos entre os jovens capixabas dessa geração.
Infelizmente não foi possível contatar o artista Brezinsky, mas ele concedeu uma entrevista ao repórter Vitor Lopes de A Gazeta sobre suas obras. “Essas são as pessoas com as quais eu convivi aqui no Cochicho, tocando neste ambiente”, comenta Salsa, enquanto relembra que chegou à região no final dos anos 80. “Muitos bares foram inaugurados por aqui, mas o Cochicho é o único que resistiu à década de 80, 90 e à última. A minha formação musical é toda daqui, principalmente pela mistura que sempre contemplou a MPB e o jazz”.
Muitos dos clientes questionados não sabiam da existência da exposição. Alguns chegaram a exclamar “nossa, não é que é mesmo!”, com ar bastante surpreso, mostrando que, apesar da divulgação, houve pouco interesse. O estudante da Ufes, Sidney Spacini, que observou as gravuras, comentou “gostei da exposição porque apesar de eu não ter tido muito contato com os músicos que estavam lá retratados, pelo menos já tinha ouvido falar deles. Acho que é uma boa trazer esses músicos até as pessoas”. Sobre o ambiente, declarou “o ambiente do Cochicho tem um clima ideal para falar de música de boteco, porque para mim ele é um dos mais tradicionais bares que permanecem por aqui. Tirando um ou dois lá do centro, o Cochicho é o mais oldschool daqui, e já esteve um bocado de músicos interessantes sentados por lá.”
O Bar Cochicho da Penha (Rua Anísio Fernandes Coelho, 1.730, Jardim da Penha, Vitória. A partir das 19h) expôs do dia 5 até o dia 16 de abril.

adoro o cochicho, é meu bar preferido da lama.
ResponderExcluirgostei da materia ;)