Blog experimental criado por 5 alunos de jornalismo da UFES. Matérias relacionadas à música em Vitória, Serra e Vila Velha.

março 25, 2010

CA organiza encerramento da Semana Calórica


por Yuri Barichivich

Na última sexta-feira, o Centro Acadêmico de Comunicação Social da Ufes realizou uma festa para encerrar a Semana Calórica, evento de recepção aos calouros do curso. O objetivo da festa era a integração entre os recém-chegados e seus veteranos, além de comemorar o sucesso das oficinas e trabalhos produzidos durante a semana.

A comemoração contava com um “bar” montado pelo próprio Centro Acadêmico, que buscava angariar fundos para o recém-roubado caixa. Na lista das bebidas e dos quitutes estavam refrigerantes, cerveja, bolos e tortas, e o atendimento não deixou a desejar. Os responsáveis pela musica fizeram uma mixagem de gêneros para todos os gostos, saindo de Tecno Brega para Pop Music. Um dos destaques da festa foi o Karaokê, onde foi possível cantar sucessos de seus ídolos.

Os alunos começaram a chegar por volta de 20h e já encontraram o CEMUNI V todo decorado a la Saloon, com direto a imagens de dançarinas de Can Can e cartas de baralhos espalhadas pelas paredes, e para completar o clima de velho oeste, os banheiros ganharam portas-balcão dignas de qualquer filme de “Bang Bang” da década de 50. A decoração foi toda produzida pelos integrantes da Oficina de Direção de Arte realizada dentro da Semana Calórica e ministrada pela presidente da Ecos Jr - empresa júnior do curso -  Amanda Brommonschenkel.

Às 22h o clima da festa já estava esquentando, literalmente, fazendo com que os presentes sentissem a necessidade de espairecer fora do local por alguns momentos antes de retornar para a festa. As opiniões dos calouros sobre as festividades foram boas. “Gostei muito, o pessoal do CA organizou muito bem. Além disso, foi muito boa para a integração dos calouros.” Disse o calouro de jornalismo Kauê Scarim.
A caloura Viviane Machado complementou “estava muito legal, mas o cheiro de cigarro estava muito forte”. A veterana Marilia Nascimento também esteve presente e elogiou principalmente a decoração. “Eu achei que estava tudo muito bem organizado, tudo colorido. Mas o calor gerou um grande fluxo de pessoas indo e saindo do CEMUNI para se refrescar.”

Uma das Diretoras de Eventos do CA, Camila Cuquetto, contou como foi organizar a festa. “Foi bem interessante e uma experiência diferente, apesar de toda a burocracia. Pela interação entre o curso vale a pena o estresse e o esforço”. Sua colega, também Diretora de Eventos, Thalita Medeiros, foi uma das responsáveis pela música. Segundo ela, a playlist foi bastante eclética. “Agradou a todos. Até mesmo aqueles que não curtiam funk foram para a pista dançar, e não ouvi nenhuma reclamação.”

março 22, 2010

Hip Hop movimenta Terminal de Laranjeiras



por Ayanne Karoline

Uma apresentação de Hip Hop, apoiada            foto:divulgação
pela Prefeitura da Serra e pela Ceturb, chamou a atenção de quem passava pelo Terminal Rodoviário de Laranjeiras neste sábado, dia 13. Um público de aproximadamente 750 pessoas assistiu o grupo, coordenado pelo Mc Jota.

O movimento Hip Hop na Serra se apresenta no segundo sábado de cada mês. As apresentações contêm os quatro elementos que compõem o Hip Hop: break, Dj, Mc e grafite. O evento busca levar essa cultura a todos, sem distinção, mostrando que, mesmo se originando nas favelas, o movimento é de inclusão, e busca resgatar jovens e dar oportunidades.
      
O evento ocorreu das 16h às 20h e contou a presença do Secretário de Juventude da Serra e da Secretária de Direitos Humanos da Serra.


foto:divulgação
Em entrevista exclusiva ao NOTAS MUSICAIS, Mc Jota fala sobre a discriminação que o Hip Hop e seus seguidores enfrentam.

NOTAS MUSICAIS: Por que há discriminação contra o Hip Hop?
MC JOTA: Existe desinformação. Por ser uma cultura de negros há discriminação. Hip Hop é um movimento de protesto.

NM: Alguma vez sofreu algum tipo de agressão física ou moral por ser do Movimento?
MC JOTA: Logo quando surgiram as apresentações em terminais, o pessoal quebrava os equipamentos, eles não enxergavam os benefícios do evento.

NM: Já abriu mão de algo na sua vida em prol do Hip Hop?
MC JOTA: A minha esposa pediu para que eu escolhesse entre ela e o Hip Hop.O Hip Hop me escolheu primeiro, então larguei ela... (risos). Hoje em dia vivo muito melhor.

NM: Seu livro preferido?
MC JOTA: A Bíblia

NM: O que acha da música sertaneja?
MC JOTA: É raiz, Brasil.

NM: Homossexual e Hip Hop.
MC JOTA: Muito legal, o Hip Hop é totalmente inclusão social.

NM: Drogas e políticos.
MC JOTA: Eu vivo numa comunidade em que se vêem drogas e armas o tempo todo, já me acostumei. Quando mais jovem fiz coisas por curiosidade, hoje faço Hip Hop para salvar pessoas de situações perdidas. Políticos, tenho certeza, usam de projetos para a comunidade como um pretexto para superfaturar. Não tenho provas, mas tenho convicção de que acontece, principalmente na minha área, cultura.

NM: Uma frase.
MC JOTA: “Antes só do que mal acompanhado.”

Se tiver interesse de conhecer mais sobre o movimento, entre em contato com o email ou telefone abaixo.

Contatos:
tel: 3341-5466