por Yuri Barichivich
Na última quinta-feira, na hora do almoço, o Cemuni V - “aquele prédio laranja”, como estava nas propagandas espalhadas pela Ufes - foi palco de uma apresentação musical pouco usual para os participantes do Intercom Sudeste 2010, congresso de Comunicação Social.
Patrícia Garcia
O estilo musical da dupla, conhecido como electroacoustic improvisation (“improvisação eletro-acústica”), é pouco difundido no estado do Espírito Santo. Nasceu nos EUA, na década de 60, e foi considerado experimental, sem grandes expoentes de fama, o que dificulta seu acesso ao público. Marcus Neves, licenciado em música pela Ufes, diz que “no Espírito Santo o público começa a se aproximar desse ritmo. Temos um certo atraso auditivo, que está aos poucos sendo sanado”.
Hebert Baioco diz que eles entraram em contato com esse estilo graças à curiosidade gerada através da matéria História da Música, estudada no Curso de Música da Ufes. “Como no Espírito Santo o acesso à informação é precário, eu tive que procurar na internet e em festivais de outros estados, além de estudar e pesquisar muito. Afinal, aqui quase não temos público ou quem faça esse tipo de trabalho”.
Patrícia Garcia
A dupla possui composições próprias, como “Caymar” e “Todos os Sons”. Marcus relata que o processo de criação é sempre em união. “Sentamos, estudamos, pensamos e tocamos muito, só então começamos a delimitar as formas”. Dessa forma, a autoria das obras é conjunta.
Patrícia Garcia
Embora cada um tenha suas próprias influências, eles conseguem fundir o MPB de Hebert com o rock de Marcus em suas músicas, como eles mesmos dizem. “Temos algumas coisas ligadas a músicas eruditas, mas ultimamente temos ouvido muito Animal Collective e Pierre Henry, na música eletrônica.”
Patrícia Garcia
A plateia ficou um pouco confusa no começo da performance, como Gabriel Barbosa, 20, estudante de Publicidade e Propaganda da Ufes. Gabriel disse que achou a apresentação muito “Windows 98”. Questionado se havia gostado, declarou “suspeito de falar, não é meu estilo musical”. Já o estudante do Curso de Música da Ufes Gabriel Amaral, 21, já tinha assistido à dupla em outra ocasião e, apesar de não gostar do estilo, afirmou “da última apresentação para agora, eles evoluíram muito, tanto na qualidade quanto no resto”.
acho legal esse pessoal q tenta sair do senso comum, eu acho tipo windown 7
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